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Filhos de pele, filhos de pelo

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FILHOS DE PELE E FILHOS DE PELO

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Outro dia ouvi uma mulher dizendo que assim que seu filho nasceu ela deu o cachorro. Confesso que me gelou a barriga. Não entendi, não entendo e nunca entenderei pessoas que fazem isso.

Antes da Manuh nascer eu já tinha 2 filhos de pelo: o Godot e a Mazé. Falo que são filhos porque consegui segurar meu instinto maternal por causa deles. Me senti mãe por tanto amor que senti por aquela bolinha de pelo que era o Godot e me senti responsável como nunca havia sido quando a Mazé, doente, veio morar com a gente.

O que é ser mãe? Para mim é mais do que gerar uma criança. Para mim ser mãe é se doar, se permitir ser única e amada. É cuidar, zelar, respeitar, ensinar e nunca abandonar.

Há os que dizem: bicho é bicho! Ahhhhh, se os seres humanos fossem mais como os bichos, quão melhor seria o mundo?

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Algumas pessoas não sabem, mas perdemos nosso gatinho dia 26 de dezembro de 2014. Foi uma das piores semanas da minha vida. Meu coração ficou com um vazio imenso. Ele saiu da casa dos meus pais (não sabemos como) e desapareceu.  Não sabemos o que aconteceu e vou desabafar uma coisa: ainda espero alguém ligar e dizer que ele foi encontrado. Pensamos nele todos os dias e ficamos imaginando como seria a interação dele com a Manuh… ela era enlouquecida por ele!

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Peço todos os dia que São Francisco de Assis proteja ele em qualquer lugar que ele esteja e que transmita nosso amor! Eu só tenho a agradecer os 7 anos que ele viveu ao nosso lado, super companheiro, dengoso e carinhoso. A família não está completa sem ele. Ele, na verdade, foi o ponta pé inicial da nossa família e agradeço todos os dias a oportunidade de ter vivido esse amor que até então eu não conhecia!

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Separei algumas informações do porquê é importante o convívio de crianças com seus irmãos de pelo  e de quebra um vídeo de crianças com animais porque sempre que assisto me bate uma felicidade… rsrsrsrsrs

Animais ajudam a desenvolver o senso de responsabilidade, a educação sentimental da garotada e melhoram a saúde.

*Senso de responsabilidade: Cuidar dos animais estimula a autonomia e a responsabilidade. O animal precisa comer, beber água, passear… Isso faz com que as crianças desenvolvam um vínculo afetivo, criando empatia, respeito e amor ao próximo.

*Educação sentimental: É na relação de vida e morte (sabemos que os animais vivem menos entre nós) que eles tem um papel fundamental: ensinam a criança a lidar com a perda, com a dor. Através da vivência com os animais, a criança aprende a se relacionar com outras pessoas desenvolvendo a sensibilidade, compreensão e sentimentos de solidariedade.

*Saúde: São fortes aliados no desenvolvimento físico da criança através de brincadeiras e exercícios. Existem, hoje em dia, terapias assistidas por animais que tem resultados fantásticos e promovem melhorias físicas, sensoriais e cognitivas.

clique aqui para maiores informações

terapia assistida por animais

 

Gabi

Bacharel em Teatro, Licenciada em Teatro-Educação e Pós-Graduada em Arte Integrativa, encontrei na maternidade as respostas para as minhas inquietações e angustias! A FAMÍLIA vai ser sempre meu maior aprendizado!

12 Comentários

  1. Ai Gabi! Que lindo esse seu texto! Eu queria muito ter passado por essa experiência quando criança, mas meus pais nunca foram muito fãs de animais. Agora com as crianças nós tentamos introduzir os cachorros e no começo eu fiquei cheia de receio. Mas rapidinho as crianças se apaixonaram e eu pensei que não fizemos isso antes 🙂 Beijo!

    • Os meus pais também não Tha!
      O meu primeiro animal de estimação foi o Godot…
      Adorei te ver por aqui!!!!
      FELIZ VEDA!!!!!

  2. Perfeito da até vontade de chorar lendo , tenho uma gata que qdo casei tive que deixar na casa da minha mãe pq meu esposo não gostava , e logo tive meu bebê , e eu era louça para trazer ela p.minha casa q demorou muito p ficar pronta , morei com minha sogra até meu bebê completar 8 meses por isso nunca trouxe ela , até pq os antigos são totalmente contra o contato de um bebê com um gato acho um absurdo penso igual a VC. Mas tive q ouvi-los e agora ela já está com 13 anos e qdo vou na minhá mãe sinto ela muito triste , mas todos falam q s eu tirar ela de lá ela vai morrer rápido pq o gato acostuma com o local e nem tanto com as pessoas .
    Me da uma luz bjs
    Desculpa pelo texto enorme

    • Oi, Daniele, me desculpe a intromissão, mas isso que dizem do animal se acostumar com o ambiente e não com as pessoas é uma das maiores mentiras que dizem sobre os gatos e eu senti isso na pele.
      Minha mãe tinha um gato super apegado a ela. Ele era tão grudado, que se ela passasse mais de 1 semana fora de casa, ele não comia direito, de tanta saudade. Quando minha mãe morreu, ele entrou em depressão. Sei que muita gente diz que isso é besteira, mas o comportamento dele mudou completamente, não tem outra forma de chamar o que ele estava passando, chegando até mesmo a se machucar de propósito, mordendo as próprias patas.
      Hoje em dia ele mora com a minha irmã mais velha, pois eu não tive condições de cuidar dele logo após a morte da minha mãe, mas ele não é mais o mesmo gato de antes. Ele nunca se apegou à minha irmã e não tolera os outros gatos dela. Nós, humanos, temos nosso jeito de enfrentar as perdas, podemos chorar, desabafar com amigos, até mesmo procurar ajuda psicológica, mas o animais não tem uma válvula de escape, não tem como aliviar as tristezas, então o único sinal é a mudança de comportamento.
      Se você puder, se você acha que a sua gata está mesmo triste, tente trazê-la para a sua casa, para dar atenção a ela. Mas só faça isso se tiver certeza de que outras pessoas da sua família não vão agir contra isso, pois pode acabar estressando-a mais.
      Com relação ao gato ser apegado ao local onde vive… é um pouco parecido com a gente: eles tem os locais preferidos pra dormir, pra tomar sol, pra brincar, comer, até o banheiro deles é algo que lhes traz conforto. Por isso, quando nos mudamos, devemos esperar o gato se adaptar ao novo local, impedindo que ele saia de casa, evitando deixar janelas abertas, se a casa não é telada… Enfim, dando um tempo para ele se acostumar com o novo ambiente. Muitas pessoas não fazem isso, aí o animal foge e as pessoas acham que ele não gosta dos donos, quando na verdade ele só está amedrontado com a mudança e não tem como expressar isso.
      Eu não sou veterinária ou especialista, mas essa é a minha experiência após conviver com 5 gatos, cada um com uma personalidade diferente.
      Pense bem em todas as possibilidades e, caso decida morar novamente com a sua gata, converse bastante com um veterinário de confiança, junte muitas informações para poder brigar pelo seu direito de tê-la junto contigo e não fraquejar diante das pessoas que são contra, sem razão. Boa sorte pra vocês! 🙂

  3. Nossa que lindo…Filhos de pelo merecem todo amor do mundo…com certeza o filhinho de pelo de vcs esta em algum lugar nunca vai esquecer dos cuidados e dedicação que tiveram com ele…♥♥♥♥bjbj

    • Obrigada Bianca, vou ver o q faço e faloo p Vcs …

      Gabi VC nem responde meu post

  4. Adorei! Estou passando por isso agora. Estou gravida de 22 semanas e tenho 3 gatos muito bem cuidados e muito amados. Muitas pessoas me perguntam ” e os gatos? Vai dar, né? ” Me irrita, mas tento respirar fundo e explicar que não é necessário. Haja paciência.
    Parabéns pelo blog!

  5. Que texto lindo!!!
    Tenho uma filha de 4 patas, uma shihtzu de 1 aninho e não consigo mais imaginar a minha vida sem ela, faz parte da família! É um amor incondicional! Não sei e não entendo como existem pessoas que conseguem se desfazer dos bichinhos por qualquer motivo!
    Parabéns pelo blog, está sensacional! Sou mega fã de vcs!
    PS: Poderiam acrescentar um colunista para falar sobre os filhos de 4 patas, o que acham da ideia? Sou jornalista, tenho um Instagram (@penny.instadog) e compartilho o dia a dia da minha filhinha e algumas dicas sobre os bichinhos, estou à disposição! Haha <3

  6. Que texto lindo! Só amor! Ainda não sou “mãe de pele” e já sou “mãe de pelo”! Tenho o Luke(Labrador), Branca(Siamês Albina) e Fofucho(Siamês). Amo essas crianças e a Branca e o Fofucho foram adotados. O Fofucho em especial tem uma história legal, pois ele ficava na igreja onde eu faço aula de canto e eu catei ele pra mim rsrs! Claro, perguntei se era de alguém e tal e não era. Ele tem um dentinho quebrado, creio que foi alguma maldade…o veterinário quando viu achou a mesma coisa. Animais são uma bênção, criaturas de Deus que devemos cuidar, amar, zelar e dar muitttooooo carinho. Quando tivermos um bebê a primeira coisa é NÃO PARAR DE DAR ATENÇÃO AOS MEUS FILHOS PELUDOS. Amo muito e peço à Deus que eles vivam muitooo tempo.

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