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Criança no fogão

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É… esse assunto rendeu por aqui!

Acho muito esquisito quando aparece alguém nas nossas redes sociais criticando a forma que criamos nossas filhas.

Alguns ainda dizem que se a gente “dá a cara ao tapa” mostrando nossa vida no youtube, temos que aguentar esse tipo de coisa.

Mas sabe…quando optamos por mostrar a maneira que educamos nossas filhas foi pra dividir com todos a maneira que vemos o mundo. Sob nosso olhar, no nosso estilo de vida, com as informações que temos e que buscamos. Nunca falamos qual criação é melhor, até porque acreditamos que a melhor criação é que que você se sente confortável e segura.

Pra gente, ensinar a Manuh a cozinhar é a forma que nos sentimos confortáveis e seguros.

Existem perigos? Claro!

Por isso ela está sempre sendo supervisionada e acompanhada.

E não seria essa a função dos pais? Supervisionar e acompanhar enquanto nossos filhos tomam suas decisões e escolhem seus caminhos?

Quando ensinamos nossa filha algo como cozinhar, não estamos simplesmente ajudando a autonomia dela. Estamos estimulando suas escolhas e mostrando que toda escolha tem consequência…

Nós fomos criados pela política do medo. É a forma mais fácil de educar. Dizer não e pronto. Falar do perigo. E em todos os lugares. Na escola, por exemplo, com o professor a frente da classe e nós sentados, calados, “absorvendo” os ensinamentos.

Na verdade não é a política do medo e sim da osmose, hahahahaha. De tanto ouvir que é perigoso, que temos que ficar quietos e prestar atenção, e não e não e não, absorvemos e acreditamos que é assim e pronto!

Minha visão de mundo mudou quando cursei Licenciatura em arte-educação. Conheci Piaget, Viola Spolin, Edgar Morin, Peter Slade e tantos outros mestres da educação. Aprendi com eles que não é porque as crianças são seres em desenvolvimento que não pensam e que, assim como nós, adultos, elas também apreendem melhor na prática. APREENDEM.

Sei o quanto é difícil seguir essa linha, até porque nela não existe essa hierarquia que já vem com a gente desde que nascemos e sim uma questão mais ampla de mestre e aprendiz. É o contraste do respeito por quem sabe mais, simplesmente por ter mais experiência que você e o eterno questionamento de quem quer aprender.

E eles vão questionar, vão desafiar, vão escolher seus caminhos, as vezes tortos, as vezes menos turbulentos, mas os deles. Enquanto a gente vai estar sempre supervisionando e acompanhando, abertos a sermos questionados e desafiados e torcendo para que façam as melhores escolhas.

Afinal, nossos filhos não são nossos… eles são do mundo.

Gabi

Bacharel em Teatro, Licenciada em Teatro-Educação e Pós-Graduada em Arte Integrativa, encontrei na maternidade as respostas para as minhas inquietações e angustias! A FAMÍLIA vai ser sempre meu maior aprendizado!

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