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Solidão e maternidade.

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Oi pessoal!

Passou o dia das mães e muitas reflexões permaneceram. Porque celebrar esse dia? Afinal de contas, ser mãe é todo dia, 24 horas por dia, então porque “ter um dia específico”?

Percebi uma onda de tristeza, mais do que de celebração. Entendo que quem sonha em ser mãe e por algum motivo esse sonho não se concretiza pode sentir nesse dia uma mistura doce (por ser filha) e ao mesmo tempo amarga. Já passei por esse sentimento. Já me senti incapaz de gerar uma vida. Tive que passar por uma cirurgia (de uma gestação ectópica) porque corria risco de vida. E mesmo depois da cirurgia, só eu sei o que sentia. Passei 2 meses ainda sentindo os hormônios da gravidez: acordando enjoada e vomitando sentindo cheiro de comida. Na época, passei a alimentar a ideia de que o outro bebê (era uma gestação gemelar) teria vingado. Quase fiquei louca.

Entendi que precisava concretizar a maternidade e, assim que minha médica liberou, engravidei da Manuh. Foi tudo muito rápido… uma gestação cheia de medos, angustias e paranóias.

Por fim, com 41 semana me tornei mãe. E minha vida mudou. Nossa… que mudança.

E com todas as mudanças incríveis que a maternidade me trouxe, veio também o outro lado: a solidão.

Descobri o quanto a maternidade é solitária mesmo estando sempre com nossos filhos. Descobri que tive que fazer uma escolha me deixando sim em segundo plano. Minha vida profissional estagnou.

Vejo minhas amigas que ainda não são mães conquistando cada vez mais espaço profissional e me sinto “deixada pra trás”, limitada, estacionada. Até tento conversar com o Tiago sobre isso, mas ele diz que é fase, que daqui a pouco a Nina já fica mais independente e eu vou poder me dedicar novamente à minha profissão. Mas ele não entendo que ficar tanto tempo parada me deixa obsoleta.

Tento acreditar que nosso canal no youtube possa me alimentar nesse lado profissional, mas a verdade é que tudo pode acabar amanhã, e enquanto todos evoluíram profissionalmente, eu fui mãe. E assim fiquei. Isso me dá um nó na garganta.

Por tudo isso, mesmo que todo dia seja dia das mães, esse domingo específico é importante pra mim. Eu preciso dele pra me fortalecer. Pra lembrar que minhas escolhas estão valendo a pena. Pra repetir pra mim mesma que tudo isso “é fase e vai passar”. Pra me lembrar que elas vão crescer e eu não serei tão necessária, mas que vou ser sempre uma pessoa especial. Pra me sentir especial. Pra mim, é como se fosse um impulso, aquela respirada necessária pra continuar a batalha do dia a dia.

Espero, de coração, que vocês tenham tido um lindo dia das mães. Que tenham recuperado as energias pra seguir em diante! Sem culpas, entendendo os limites das nossas escolhas! Eu te entendo! Entendo suas conquistas, suas batalhas, suas alegrias. Entendo sua solidão!

Por isso, vou continuar sim celebrando esse dia com tudo que tenho, afinal, como diz Caetano “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…”

Feliz dia das mães!

Gabi

Bacharel em Teatro, Licenciada em Teatro-Educação e Pós-Graduada em Arte Integrativa, encontrei na maternidade as respostas para as minhas inquietações e angustias! A FAMÍLIA vai ser sempre meu maior aprendizado!

3 Comentários

  1. E hoje você é mãe de duas princesas lindas, e tem uma família incrível, quem olha pra você hoje não imagina o quão guerreira já foi no passado, já passou por momentos porres, mas a sua força foi bem maior que qualquer problema, sempre teve e tem, garra e determinação, vitoriosa é a palvra que a define…hoje além de você ser mãe, você é uma mãe incrível e inspiradora, um dia quando eu for mãe espero ser pelo menos 1% igual a você minha princesa, obrigada por inspirar famílias, obrigada por me inspirar a ser uma pessoa melhor a cada dia, obrigada pelo fato de existir pois através da sua vida nasceu dois grandes milagres, suas filhas. Eu te amo minha preciosa

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