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OBJETO DE TRANSIÇÃO

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Uma das tarefas mais árduas de um pai ou mãe na primeira infância do filho são os primeiros dias de aula. Não importa com quantos anos isso acontece, nunca é fácil para ninguém.

Para minimizar um pouco a dor da separação é interessante o uso do objeto de transição. Falando assim parece que vou te vender alguma coisa ou que terá que sair correndo agora para uma loja especializada para comprar esse tal objeto.

O objeto de transição nada mais é que algo que remeta à casa e rotina da criança. As chances do seu filho estar com ele nas mãos agora são grandes…

Pode ser uma boneca, um carrinho, bichinho de pelúcia, travesseiro ou o famoso paninho…. É algo que trará tranquilidade e segurança para a criança enquanto os pais não voltam para buscá-la.

Isso pode ser usado também quando a criança dorme na casa da avó, tia ou de algum amiguinho.

A ideia não é que a criança se apegue ao tal objeto de forma a se tornar um problema caso ele desapareça. Ele serve na verdade para aplacar um pouco do apego que ela tem pelos pais.

Os pequenos têm a necessidade de algo concreto para facilitar a representação de alguma coisa. É muito legal brincar com panelinhas de mentirinha, mas a brincadeira fica muito mais rica com panelinhas de brinquedo.

Assim acontece com o objeto de transição, a criança sabe que os pais irão voltar para buscá-la, mas esse pequeno objeto representa isso muito melhor.

Agora é bom deixar claro que não sou contra a política das escolas de não deixar levar brinquedos ou deixar só um dia por semana. O objeto de transição deve ser usado na adaptação, independentemente do tempo que leve, e depois deixado de lado, já que como dizem: a escola vira extensão do lar.

Ele pode ser usado também quando tem grandes mudanças na vida da criança como: trocar de escola, mudar de casa ou cidade, separação dos pais, mudanças bruscas de rotina ou quando julgar necessário.

Importante também que a criança escolha o próprio objeto. O Léo adorava ficar segurando um carrinho em cada mão, afinal nada representa melhor o pai dele, mas isso foi ele que elegeu. Talvez eu tivesse escolhido algum pinguim de pelúcia.

Fique atento ao seu filho que você identificará facilmente a melhor opção, só tente influenciá-lo a escolher algo bem resistente, afinal o coitadinho, apesar de amado, será jogado de um lado para o outro sem dó…

E lembre-se: não é só participar, tem que ser Paizão!

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