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Educação em tempos de guerra

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Oi pessoal!

Alguns vídeos que fazemos no canal trazem reações que me surpreendem (de forma negativa). Esse foi um exemplo claro:

É sério que mesmo com  tanta informação, estudo e provas, ainda tem uma parte esmagadora de pessoas que acreditam que bater na criança as educa para se portarem em sociedade e respeitarem os pais?

Que pena dessas crianças que não vão encontrar sua voz nesse mundo. Que vão achar que respeito é a mesma coisa que medo. E que irão repetir esse comportamento, porque, afinal de contas, foi assim que aprenderam.

Se eu tenho vontade de dar umas palmadas? Sim claro… também fui criada assim. Sempre que chego na minha falta de competência e maturidade pra aceitar que minha filha de 3 anos não está sabendo lidar com suas frustrações, tenho vontade de bater. Mas o que exatamente ela vai aprender com isso? E o que eu vou aprender?

Acredito que esse é o reflexo direto de tanta gente acomodada que não luta por seus direitos, afinal não acredita que os tem… São gados comandados, criando mais gados.

Sabe aquelas pessoas que mesmo sabendo que o chefe está errado abaixam a cabeça? “Ahhhh, mas é meu chefe”-dizem- “preciso respeitar”. Não percebem que isso não é respeito. É medo. Medo de levar bronca, medo de ser humilhado, medo de ser mandado embora (as palmadas da vida adulta).

Não. Não estou criando minhas filhas para serem aceitas na sociedade. Estou criando seres humanos que aprenderam a se comunicar sem usar a violência, a respeitar o próximo entendendo que talvez ele tenha algumas limitações e que ainda não esteja maduro para certas ocasiões. E principalmente… que não tenham medo de falar.

É assim que eu acredito que vou transformar o mundo.

Pro mundo realmente mudar, nós precismos parar de repetir padrões que claramente não estão dando certo…

“Respeitar pai e mãe” NÃO quer dizer “tenha medo de pai e mãe”. Que dizer respeitar mesmo. O problema é que a gente não aprendeu o que isso significa.

#maisamorporfavor

 

Gabi

Bacharel em Teatro, Licenciada em Teatro-Educação e Pós-Graduada em Arte Integrativa, encontrei na maternidade as respostas para as minhas inquietações e angustias! A FAMÍLIA vai ser sempre meu maior aprendizado!

8 Comentários

  1. E eu que estou do lado de cá, como também mãe, leitora e espectadora de vocês só tenho uma coisa a dizer: GRAÇAS A DEUS que existem pais como vocês, que além de darem essa educacao; tem a oportunidade de expor isso pra conscientizar outros pais, ou no mínimo, fazê-los refletir sobre o assunto!
    Acreditem, aos poucos, a gente consegue!!!
    Parabéns, e obrigada! <3

  2. Nossa amei esse seu post, me tocou e verdadeiro, como mudar o mundo se a gentr não muda com os pequenos detalhes…. parabens pela criação das suas filhas, admiro a força que vcs tem.
    Bjo

  3. Concordo plenamente Gabi. Não é fácil ter paciência e empatia o tempo todo com os nossos filhos, mas é necessário o esforço diário. Bater não educa. Também adoto essa conduta com minha filha de 2 anos e 4 meses (que inclusive também é Gabi!) e já percebo ótimos resultados que acredito, sinceramente, que palmadas não trariam!

  4. Ta certa. sempre vi birra na rua achando que era falta de pulso firme. Agora estou gravida e estudando muito. O video me abriu os olhos que as vezes as pessoas não respeitam os limites da criança. Pois elas não tem ainda a noção de falar o que sentem e saber se expressar de outra forma. “mãe, ta chato. To cansada. Vamo embora?” Diriam elas se nao tivessem só três anos e uma vontade absurda de fazer tudo, além dos seus limites. Obrigada pelo vídeo e pela exposição. Ajuda muitas famílias.

  5. Gostei muito da sua partilha conosco. Também acredito que bater não é a solução, bem pelo contrário.
    Beijos grandes a sua linda família.

    Se for dar uma volta no meu blog, peso desculpa que não está atualizado (mas em breve estará, prometo)

  6. Gabi vc é um exemplo de mãe!!! Pretendo ter filhos em breve e com certeza vc vai ser uma inspiração pra mim. Infelizmente por vc expor a sua vida as pessoas acham que podem criticar ou falar o que quiserem, mas esquecem que as filhas são sua e a conduta que vc e o Tiago têm são escolhas que cabem somente a vocês.Escolhas que eu, particularmente admiro muito! Obviamente pai e mãe tentam fazer o melhor pelo seu filho. Por amor! E isso vejo claramente que aí tem de sobra. Adoro vocês! Beijos

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