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Arte de educar em escola pública!!!

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aOlá pessoal!

Estou estreando no blog, muito animada, como o casal Tiago e Gabi!

Assim como citei no post de apresentação… falarei sobre educação, algumas  observações e experiências, política educacional, enfim, tudo sobre a fascinante arte de educar!

Se pensarmos em educação pública no Brasil, às vezes temos uma ideia limitada e arbitrária sobre como é essa educação e as pessoas que estão inseridas nesse contexto.

Por que digo isso? Porque primeiramente temos políticas públicas que não valorizam essa educação. Depois, por má informação (eu me incluía nisso), onde sempre a educação privada foi valorizada nos meios de comunicação e com uma discrepância da educação pública no nosso país.

Bom, mas vamos lá… comecei minha experiência ministrando aulas de ballet para escolas particulares de educação infantil e depois fui trabalhar em ongs que tinham o projeto das mesmas aulas, era no ensino público municipal ( EMEI), e tive uma enorme surpresa… fui no caminho pensando que iria encontrar algo muito ruim, simples e talvez meio abandonado ( ou seja, já com uma visão preconceituosa) , quando cheguei lá, encontrei uma escola super organizada, com pessoas bem comprometidas e a aparência… Nossa, uma escola com vida, cores, desenhos e liberdade.

Mostraram-me uma escola que nem de perto eu imaginaria, lembro-me do mural feito pelos alunos, depois uma parede com azulejos (onde as crianças podiam utilizar tintas e rabiscá-los, fazer arte mesmo, achei incrível), a maioria das Emeis possuem e me apaixonei. Percebi que dadas às devidas proporções, e olha que se for falar de espaço físico, a Emei era muito maior do que a particular, essa escola era no mesmo nível do que as outras.

A partir daí, fui conhecer um modelo de escola pública infantil, que até então, era muito inferior na minha visão. Depois disso, nunca mais larguei a escola pública. E com o passar do tempo, vi o quanto a maioria das pessoas eram envolvidas com o seu trabalho e acreditavam na mudança da educação.

O comprometimento era igual ao de uma escola particular, as apresentações eram feitas com muito carinho e dedicação, e vinha à pergunta: Por que tanta desvalorização?

São muitas as respostas, poderia escrever um livro só com esse tema… mas, não posso deixar de falar que têm a questão social, cultural e principalmente interesse por parte dos governos e do sistema desta visão destorcida.

Bom, fui trabalhar posteriormente numa escola estadual, na Cohab JoséBonifácio, pra lá de Itaquera… como eu defino… percebi que as estruturas já mudavam quando se tratava de Ensino Fundamental, mas a cobrança, a exigência e comprometimento dos professores não se alterava.

AGORA que vem uma grande observação…a mudança era a importância das famílias na vida escolar das crianças e adolescentes.

Podemos ver que temos crianças em escolas públicas com o potencial da escola particular, pela questão do interesse e valorização da família e vice-versa, mas, se eu citei anteriormente que a princípio não tem tantas diferenças, porque estou fazendo a separação destas escolas?

Nesse momento, a família adquiri o papel primordial… EDUCAR!!!

E realmente não tem divisão quando uso o exemplo de duas crianças de realidades sociais diferentes, mas com a família presente, ensinando valores éticos, morais e valorizando a importância dos estudos para o futuro.

Por isso, é necessário ter juntamente com os educadores a participação efetiva da família na vida da criança e do adolescente, pois só trabalhando em conjunto, como uma verdadeira comunidade escolar que conseguiremos almejar um futuro melhor.

 

“Um pai ou uma mãe não podem dizer jamais para o filho que, porque eu te amo, aceito tudo… pois é exatamente o inverso! …É porque eu te amo, que desejo que você tenha ciência de que as coisas são conquistadas com esforço”.

Trecho da obra: Educação, convivência e ética.

Mário Sérgio Cortella          

   

Geise Guedes

Olá pessoal! Eu sou a Geise, atriz, bailarina e professora de Arte do ensino público estadual e municipal de São Paulo. Acabei procurando uma estabilidade financeira e entrei na educação pública, no começo foi muito difícil, mas encarei o desafio e a grande responsabilidade de educar. Hoje, tenho muito prazer em poder passar um pouco do meu conhecimento para os alunos. Sou formada em teatro, pedagogia e atualmente cursando uma pós em ludoterapia. Além das aulas de arte também dou aulas de ballet clássico e dança na prefeitura, onde abrange as crianças da Vila Nhocuné. Sempre acreditei no poder transformador da arte-educação, trabalhei com projetos sociais em ongs e tenho certeza que com afetividade, há mudança na educação. Abraços à todos! E que possamos aprender sempre...

6 Comentários

  1. Muito obrigada pelo seu texto, eu me senti igualmente desestimulada e temerosa quando meu filho foi para Cemei, mas precisamos mesmo pensar que o que faz o nome da Escola é o aluno e o comprometimento com o aprendizado vem de casa, do incentivo que os pais dão. Meu marido estudou a vida inteira no ensino publico e passou numa faculdade federal, é um ótimo profissional.

  2. Oi Pessoal! Sou pedagoga formada e trabalho em escolas publicas em Santa Catarina como professora temporária. Aqui em várias cidades a educação pública muitas vezes é única porque ela funciona maravilhosamente bem.
    As escolas são bonitas, limpas, organizadas, profissionais dedicados, as crianças ganham uniforme, merenda e materiais escolares. Nos professores lutamos pelos nossos direitos e não aceitamos achatamento de salário e benefícios. Os pais participam da escola e se não participam a escola por sua vez, busca projetos para que eles entendam e participem da vida escolar do filho deles. Eu já trabalhei na rede particular de ensino em SP e em SC e hoje, prefiro mil vezes trabalhar na rede pública. Acredito na escola pública e levanto essa bandeira com vocês! Viva a escola pública brasileira! Beijos!

  3. Texto maravilhoso. Sou pedagoga recém formada e, ao meu ver, um dos maiores problemas da educação é a falta de interesse dos pais, que acabam designando à escola o dever de ENSINAR e EDUCAR.

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