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 Amamentação e Introdução Alimentar

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Quais os benefícios do leite materno na introdução alimentar?

O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê até o 6° mês de vida, por isso não é preciso completar com outros leites, chás, mingaus, suquinhos, ou mesmo água. Os pesquisadores Thompson e Azcarate-Peril descobriram que a bactéria dominante do microbioma de bebês alimentos exclusivamente com leite materno é a bifidobacterium, que é um tipo de bactéria benéfica para o sistema digestivo. Aqueles que eram alimentados com a mistura de leite materno e fórmula apresentaram uma menor proporção. O estudo ainda sugere que essa composição do microbioma pode interferir na capacidade de um bebê digerir os alimentos.

Quando começar a introdução alimentar?

A partir dos 6 meses, o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes do leite materno, que são chamados de alimentos complementares. A alimentação complementar, como o nome diz, é para complementar as numerosas qualidades e funções do leite materno e não para substituí-lo.

Como iniciar a introdução alimentar?

A introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. Gosto muito da linha de pensamento do BLW que é a alimentação conduzida pelo bebê, a intenção é abolir a fase do purê deixando que ele coma sozinho (com a fiscalização de um adulto). A partir dos 6 meses, o bebê começa a apanhar coisas e lavá-las à boca, então aproveite e dê algo de comer para ele segurar e explorar sobre os alimentos. Dessa forma, eles são estimulados a mastigar desde o princípio, comendo o que quiserem de uma seleção de alimentos que podem pegar com a mão, pois é a forma que conseguem se alimentar, é um método que oferece oportunidade então sempre deixe os talheres ao alcance, no tempo certo eles irão aprender a manuseá-los.

Como garantir que meu filho estará bem alimentado?

Essa é uma fase de muitas descobertas e no começo a criança pode rejeitar as primeiras ofertas dos alimentos, pois tudo é novo, a textura, o sabor, mas lembre-se que é um processo de adaptação, o bebê não sabe que aquele “objeto” é de comer, por isso é tão comum que se brinque, jogue, cuspa, até finalmente engolir aquele alimento. No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena e a mãe pode oferecer o peito antes e após a refeição com os alimentos complementares até ele se adaptar (o leite materno não impede absorção do ferro, diferente do leite de vaca), no começo ele vai mamar mais e comer menos, depois passará a comer mais e mamar menos. Há crianças que se adaptam facilmente às novas etapas e aceitam muito bem os novos alimentos, mas outras precisam de mais tempo. Não existem metas em relação à quantidade que o bebê vai consumir de alimentos, o estômago dele é muito pequeno, ele sabe da quantidade que precisa.

Respeite a individualidade!

Quando introduzir a alimentação complementar..:

– É importante que a criança receba água nos intervalos das refeições

– Introduzir alimentos novos a cada dia, no caso de alergia na família ofereça novidades a cada dois ou três dias, sempre observando as reações.

– Não oferecer alimentos liquidificados, triturados ou peneirados.

– Não substituir as refeições por bebidas lácteas ou sucos.

– Não oferecer açúcar antes dos 2 anos de idade (isso incluir os “engrossantes de leite” que são ricos em açúcar, prefira os engrossantes naturais, alimentos industrializados).

– Temperar os alimentos com tempero naturais.

– Oferecer os alimentos separadamente para que a criança conheça os diferentes sabores e texturas.

– Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças.

 

Anna Cristina, formanda em nutrição, apaixonada pelo mundo materno infantil. Instagram: @mundodanutricaoinfantil

Referência: Thompson AL, Monteagudo-Mera A, Cadenas MB, Lampl ML, Azcarate-Peril MA. Milk- and solid-feeding practices and daycare attendance are associated with differences in bacterial diversity, predominant communities, and metabolic and immune function of the infant gut microbiome. 2015. Front. Cell. Infect. Microbiol.

 

 

 

 

Anna Cristina

Comentários

  1. Olá Gabi!!!! Acompanho vcs a muito tempo e vejo a importância que vcs dão para a amamentação. Graças a Deus consegui amamentar a minha filha mesmo ela nascendo de 7 meses e ter ficado 34 dias no hospital, eu já cheguei contar a minha história pra você.
    Mas então, ela está com 4 meses e so mama no peito, não dou nada além disso, nem água. Eu queria saber de VC como foi a sua experiência, pois não aguento mais tanta gente me enchendo o saco por causa de água, que está muito calor, e que a criança tem que beber água, que nunca viu disso, aff, essas coisas que VC também já deve ter escutado. Eu continuo convicta em dar apenas o meu leite, e gostaria de saber de VC como foi a sua experiência quanto a isso, como VC lidava com os questionamentos e “pressão” das pessoas? E a partir de quando VC passou a dad água pra Manuh.
    Bjisssss fiquem com Deus, adoro vcs!!!

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